TC lança 'Escola de Gestão' em 2008
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terça-feira, 14 de agosto de 2007
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
''Há anos que o Tribunal de Contas do Paraná (TC-PR) realiza seminários de treinamento de gestores. Aí, observamos que 70% das prestações de contas de 2005 foram desaprovadas; isso é uma loucura.'' A análise é do presidente do TC, conselheiro Nestor Baptista, para quem não só o episódio, como também o que ele avalia como deficiências técnicas de uma parte do funcionalismo público, justificam a adoção de medidas mais práticas, agora, voltadas à formação de gestores. Baptista esteve ontem em Londrina para a abertura do seminário ''A Execução e o Acompanhamento das Decisões do Tribunal de Contas do Paraná'', que reuniu mais de 300 gestores municipais.
A idéia faz parte do projeto ''Escola de Gestão Pública'', previsto para iniciar ano que vem em uma série de municípios do Estado e em parceria com universidades. Deverá ser um recurso regular, com expedição de certificado. ''Com raríssimas exceções, como em faculdades de União da Vitória (Sul do Estado) e Apucarana (Norte), ninguém aprende na faculdade a ser gestor público. Isso nos motivou a criar esse projeto, voltado ao servidor público concursado que atua basicamente em áreas do poder público que lidam diretamente com auxílios financeiros, convênios, prestação de contas, elaboração de editais de licitação, cobrança de dívida ativa e até cálculo atuarial, uma deficiência grande na administração pública'', elencou.
De acordo com Baptista, até mês que vem o projeto passa por uma análise de viabilidade econômica, uma vez que os professores do curso serão profissionais do próprio Tribunal, com titulações de mestrado e doutorado. A sistemática nas universidades para cessão de salas, complementou, deve ser o passo seguinte.
''Temos mais de 4,6 mil gestores treinados nesses seminários que o TC tem promovido. A Escola de Gestão Pública vem em um sentido mais amplo, que é o da formação profissonal, mas também do combate à corrupção'', avaliou. Como será feita essa prevenção? ''Por um lado há a falta de qualificação técnica em algumas prefeituras; por outro, alguns prefeitos pensam que podem agir como querem, quando há, hoje, uma Lei de Responsabilidade Fiscal que deve ser aplicada. Com a nova formação, eles próprios saberão como fazer esse controle interno exigido pelo Tribunal'', aposta.


