TC julga irregulares contas da Appa
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terça-feira, 18 de setembro de 2012
José Lazaro Jr. <br> Reportagem Local 
Curitiba - Problemas em licitações, prorrogação de contrato vencido e dragagem irregular do canal de acesso ao Porto de Paranaguá fizeram com que os conselheiros do Tribunal de Contas (TC) do Estado novamente avaliassem mal a gestão de Eduardo Requião à frente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa). Irmão do ex-governador Roberto Requião, ontem Eduardo viu o relatório de Durval Amaral sobre 2006 ser aprovado por unanimidade entre os conselheiros.
A análise de anos anteriores também sofreu críticas do TC, com os resultados de 2004 e 2005 sendo igualmente reprovados. Desta vez, foram apontadas 18 irregularidades, incluindo obras na sede administrativa do Porto de Paranaguá. Na implantação de sistema de ar condicionado e iluminação, os técnicos do TC apuraram capacidades instaladas menores que aquelas estipuladas em contrato e pagas, por exemplo. Eduardo Requião foi intimado pelo TC a devolver R$ 46 mil aos cofres públicos, por obras e serviços supostamente não realizados, e arcar com multa para cada irregularidade apontada. Após a publicação em Diário Oficial, Eduardo Requião terá quinze dias para recorrer.
Venda de cargos
Investigação sobre troca de cargos no Porto de Paranaguá por apoio político e financiamento eleitoral, por outro lado, não prosperou na Justiça Estadual. As denúncias feitas neste ano pelo Ministério Público (MP) do Paraná contra Aírton Maron, superintendente da Appa no início do governo Beto Richa, e seu primo, Alceu Maron Filho (PSDB), foram anuladas pelo Tribuna de Justiça (TJ) do Paraná. Para o TJ, a acusação estava baseada somente em provas testemunhais, coletadas junto aos adversários políticos do grupo. Maron Filho, inclusive, concorre à prefeitura da cidade nestas eleições.


