A auditoria determinada pelo Tribunal de Contas do Paraná (TC) começa hoje na Prefeitura de Maringá. Foram designados três auditores que deverão atuar em caráter de urgência nas contas da prefeitura, autarquias e fundação. O objetivo é concluir os trabalhos antes do interrogatório do ex-secretário de Fazenda, Luiz Antônio Paolicchi, marcado para o dia 30 deste mês. Paolicchi é acusado de desviar R$ 2,6 milhões da prefeitura entre dezembro de 1998 e março do ano passado.
Além das secretarias municipais, a auditoria vai abranger a administração indireta como a Fundação de Desenvolvimento Social de Maringá, o Serviço Autárquico de Obras e Pavimentação (Saop) e a Urbanização de Maringá (Urbamar). Enquanto exerceu o comando da pasta, Paolicchi se apresentava como uma pessoa influente no TC. Por causa desta posição, o Tribunal pretende ainda verificar o uso indevido do nome do órgão pelo ex-secretário e tentar avaliar o grau de favorecimento que Paolicchi teria ou não obtido junto ao TC.
Paolicchi responde na esfera civil estadual a uma ação pública por improbidade administrativa e na Justiça Federal é acusado de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, formação de quadrilha e peculato. O ex-secretário também é investigado pela CPI estadual do narcotráfico por suposta ligação com o crime organizado no Estado.
Ele é considerado foragido pela Justiça e está sendo procurado pela Polícia Federal com a ajuda da Interpol (polícia internacional) desde que a sua prisão preventiva foi decretada no dia 17 deste mês.
O advogado do ex-secretário, Moisés Zanardi, pretende pedir até terça-feira a revogação da preventiva como condição para Paolicchi se apresentar na Justiça para o interrogatório. Zanardi vai argumentar no pedido que o ex-secretário é réu primário, tem bons antecedentes e que possui endereço fixo e bens de raízes em Maringá.

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