TC inicia análise de contas de 2010
PUBLICAÇÃO
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Loriane Comeli <br> Reportagem Local 
O Tribunal de Contas (TC) do Paraná começou a analisar as contas da Prefeitura de Londrina relativas ao ano de 2010, segundo ano da administração do prefeito Barbosa Neto (PDT). As contas de 2009, quando exerceram o cargo de prefeito o vereador José Roque Neto (PR), até 31 de abril, e Barbosa, ainda não foram julgadas, e tampouco as contas de 2007 e 2008, últimos anos do governo de Nedson Micheleti (PT).
Quanto a 2010, a Diretoria de Contas Municipais (DCM) emitiu parecer preliminar apontando irregularidades passíveis de multa, mas seu conteúdo não foi divulgado. Agora o município deverá apresentar defesa e tentar corrigir as irregularidades. Em seguida, o processo será submetido à análise do Ministério Público que atua junto ao Tribunal de Contas (MPjTC). Os próximos passos são o voto do relator - neste caso, o conselheiro Heinz Herwig - e a votação em plenário.
A Coordenadoria de Comunicação do TC não permitiu à reportagem acesso ao conteúdo do parecer preliminar. ''Os procedimentos das contas somente podem ser vistos após o julgamento'', informou o setor.
Já foram julgadas e aprovadas as contas de 2010 da Autarquia Municipal de Saúde e do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ippul). A Administração de Cemitérios e Serviços Funerários (Acesf), a Caixa de Aposentadoria e Assistência dos Servidores (Caapsml), a Fundação de Esportes (Fel) tiveram as contas consideradas regulares, mas ainda não foram votadas. Já as contas do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel) e da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) foram consideradas regulares, mas com ressalvas, e ainda não foram julgadas.
Conforme já noticiou a FOLHA, as contas de 2009 foram consideradas irregulares pela DCM e receberam parecer pela reprovação do MPjTC. Ainda não há voto do relator, conselheiro Sérgio Valadares Fonseca. Em 2009, as contas de toda a administração indireta foram aprovadas. As contas de 2007 e 2008 também foram consideradas irregulares e o MPjTC pede a reprovação. Porém, os processos ainda não foram julgados no plenário do TC. ''A demora ocorre porque há possibilidade de defesa por parte dos gestores dos órgãos em que há irregularidades'', justificou a Coordenadoria de Comunicação.


