Auditores do Tribunal de Contas do Estado (TCE) vistoriaram ontem cinco obras públicas inacabadas em Foz do Iguaçu. Juntas, essas obras consumiram pelo menos R$ 15 milhões dos cofres do Governo do Paraná nos últimos cinco anos. Os técnicos avaliaram o estágio da construção do Parque da Barragem, do Portal da Foz, e de três escolas com as coberturas dos ginásios inacabadas.
O trabalho faz parte de um plano com objetivo de evidenciar as obras que estão paralisadas. O objetivo é motivar o Governo do Estado e os municípios a concluirem os empreendimentos incompletos antes de começar outros. Desde 11 de janeiro, os auditores percorreram 25 municípios. Até junho, deve percorrer 120.
Segundo o presidente da comissão especial de auditoria de obras inacabadas, Pedro Paulo Piovesan Farias, serão vistoriadas entre 400 e 500 obras, independentemente da origem do dinheiro. ‘‘Os governos precisam ter senso crítico suficiente para concluir essas obras antes de começarem outras’’, disse o presidente da comissão, acompanhado dos colegas, auditores Carlos José Pacheco Caron e Nemias Henrique.
Ontem, os auditores vistoriaram o Portal da Foz, cuja construção iniciou em 1996, porém teve as obras paralisadas em 1998. Há dois anos, o próprio TCE elaborou relatório revelando 15 irregularidades no projeto. Desde então, o local, que deveria funcionar como unidade alfandegaria, está abandonado.
Antes, os auditores vistoriaram o Parque da Barragem, um canal paralelo à barragem da Itaipu Binacional. O canal é uma das obras mais antigas do governo estadual na cidade, iniciada em 1996. Durante este período, o governo gastou R$ 11 milhões no projeto, idealizado para ser usado nos Jogos Mundiais da Natureza, em 1997.
Depois de terminarem a primeira etapa do trabalho, previsto para ocorrer em junho, os técnicos do TC devem analisar valores de contratos, além de investigar as causas das paralisações. Os relatórios serão entregues às unidades competentes dentro do Tribunal de Contas do Estado e também ao Ministério Público.

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