Um parecer extra-oficial ontem de manhã, por parte do Tribunal de Contas (TC) do Estado, praticamente inviabilizou a análise individual da prestação de contas referentes ao exercício financeiro de 2000 da Prefeitura de Londrina. A resposta foi dada ao vereador Paulo Arildo (PPS), que viajou a Curitiba na condição de membro da Comissão de Finanças e Orçamento.
O pedido de desmembramento havia sido feito pela Comissão em conjunto com a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A medida afetaria o ex-prefeito Antonio Belinati (PP) e o ex-presidente da Câmara, Jorge Scaff (PSB), que assumiu o Executivo em função da cassação de Belinati. Na sessão da última terça-feira, a presidente da CCJ, vereadora Sandra Graça (sem partido), defendeu a separação das análises porque a recomendação pela desaprovação, feita à Casa em agosto, possuiria apontamentos específicos a cada um dos administradores.
De acordo com Arildo, a conversa aconteceu com o assessor jurídico do Tribunal, Roberto Moura, que antecipou uma provável negativa ao desmembramento. ''Ele me disse que o orçamento era anual, não individual, mas se dispôs a enviar técnicos a Londrina para analisarem mês a mês daquele ano, se fosse necessário'', comentou o parlamentar, que informou também o prazo de 48 horas que o assessor estabeleceu para a Câmara receber o ofício solicitando a medida.
O Legislativo tem prazo legal até o dia 17 de novembro para debater em dois turnos o parecer conjunto das duas comissões. O decreto com a decisão tem de ser expedido ao TC até o dia 21 do mesmo mês.

mockup