O Tribunal de Contas adiou para hoje a decisão sobre a impugnação ou não do contrato firmado entre a Copel e a Inepar, no valor de R$ 14,6 milhões, para a construção da sub-estação de energia elétrica do Distrito Industrial de São José dos Pinhais, que vai atender à fábrica da Renault. Após uma hora e meia de discussões, o conselheiro Quielse Crisóstomo pediu vistas ao processo por 24 horas para anexar aos autos relatório da 5ª Inspetoria de Controle Externo do TC sobre o contrato.
Segundo Crisóstomo, o relatório da inspetoria traz detalhes das irregularidades praticadas pela Copel na dispensa da licitação para a contratação da Inepar. ‘‘O relatório não possui novidades além daquilo que já foi debatido hoje, mas pode contribuir para uma análise mais profunda’’, afirmou.
O procurador geral do Estado junto ao TC, Lauri Caetano da Silva, tentou adiar por 30 dias o julgamento da denúncia do deputado Luiz Cláudio Romanelli. O pedido de adiamento foi rejeitado por quatro votos contra dois.
A sessão de ontem do TC contou com a presença do assistente jurídico da presidência da Copel, Luiz Alberto Blanchet, que respondeu a vários questionamentos dos conselheiros. Blanchet disse que a Copel fez uma ‘‘seleção informal’’ entre as únicas cinco empresas habilitadas no Brasil para esses serviços e que a Inepar venceu a consulta pelo menor preço.
Blanchet justificou o caráter emergencial da obra dizendo que a Renault exigiu para outubro deste ano a entrega da sub-estação de fornecimento de energia elétrica.
Os conselheiros João Féder, João Cândido Cunha Pereira e Nestor Baptista não ficaram satisfeitos com as explicações de Blanchet. Os conselheiros Rafael Iatauro e Henrique Neigeboren devem votar a favor do governo, pela manutenção do contrato. A decisão ficará nas mãos de Quielse Crisóstomo e do presidente Artagão de Mattos Leão, caso o voto de Crisóstomo resulte em empate no plenário.

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