TC dá prazo para Barros se defender
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quinta-feira, 04 de outubro de 2001
Marta Medeiros <br> De Maringá 
O presidente do Tribunal de Contas do Estado, Rafael Iatauro, disse ontem em Maringá que o ex-prefeito Ricardo Barros (PPB), atual deputado federal, recebeu prazo para se defender da auditoria realizada pelo órgão. As contas do ex-prefeito (gestão 89-92) começaram a ser analisadas em março deste ano. Iatauro participou do evento ''Câmara Municipal e a Lei de Responsabilidade Fiscal'', aberto ontem em Maringá.
Segundo Iatauro, a auditoria da gestão de Barros está na fase do contraditório. Barros recebeu do TC um prazo de defesa até o final deste mês. O presidente não quis, porém, adiantar quais são os indícios de irregularidades localizados pelo TC nas contas do ex-prefeito. ''Este é um espaço aberto para a defesa porque pode ser que alguns ou todos os indícios não tenham cabimento a partir da resposta do ex-prefeito'', afirmou Iatauro.
O presidente do TC admitiu que o órgão errou na fiscalização das contas do ex-prefeito Jairo Gianoto (sem partido) - gestão 1997 a 2000 - quando desapareceram dos cofres públicos cerca de R$ 69 milhões. Em maio deste ano, uma auditoria do TC apontou um rombo de R$ 106 milhões entre as administrações de Gianoto e do ex-prefeito Said Ferreira, que esteve na prefeitura entre 1993 e 1996. ''Só nos resta admitir que de fato erramos'', ressaltou Iatauro.
Para o presidente, o TC não tem a mesma agilidade do Ministério Público porque faltam instrumentos investigatórios como a autonomia de pedir a quebra do sigilo bancário. ''O MP é muito mais vibrante em seu trabalho'', disse Iatauro. Conforme o presidente, o ex-secretário de Fazenda de Gianoto, Luiz Antônio Paolicchi, mantinha uma ''contabilidade perfeita'' e o rombo só foi detectado porque o MP abriu contas e rastreou cheques. ''O TC só analisa papel'', lamentou Iatauro.


