Três comissões criadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) começam hoje a acompanhar a crise na Saúde no município. A assessoria de comunicação do TCE divulgou, ontem, que essas comissões devem ''acompanhar de perto'' as medidas adotadas pela Administração. Foram formadas uma comissão da Diretoria de Contas Municipais (DCM), uma da Diretoria de Análise de Transferências (DAT), além de uma comissão com membros do Ministério Público que atuam junto ao Tribunal.
''Eles vão, por exemplo, elaborar análises acerca da medida que decretou o estado de calamidade na saúde'', confirmou a assessoria. O órgão anunciou também que os nomes dos membros das comissões não devem ser divulgados. ''Essa orientação é no sentido de preservar os profissionais que devem executar suas atividades da forma mais isenta possível'', informou.
Em entrevista à FOLHA, na última quarta-feira, o diretor-adjunto da Diretoria de Contas Municipais do Tribunal de Contas, Gumercindo Andrade de Souza já havia adiantado que a Prefeitura de Londrina pode ter problemas em aprovar as contas do município referentes ao ano de 2011. De acordo com ele, a decretação do estado de calamidade pode ser interpretada como uma ''tentativa de fugir de alguns procedimentos obrigatórios de licitação'', afirma. ''Me parece que não é de hoje que eles conheciam o problema. O que tinha de ser feito era um melhor planejamento. Era perfeitamente previsível que o contrato teria um fim. Falta de planejamento não pode justificar um estado de calamidade'', explicou.

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