TC cobra R$ 1,4 milhão de Requião e Pessuti
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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
Luís Fernando Wiltemburg<br> Reportagem Local 
O Tribunal de Contas (TC) do Paraná cobra a devolução de R$ 1,394 milhão dos ex-governadores Roberto Requião (PMDB), atual senador pelo Paraná, e Orlando Pessuti (PMDB) pelas indenizações e estragos ocorridos no Porto Seco de Cascavel, em setembro de 2009, sob a gestão dos peemedebistas. A decisão os considera parcialmente responsáveis pelo prejuízo de quase R$ 4,1 milhões contabilizados no incidente.
O terminal alfandegário é gerenciado pela Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Codapar) e estava sem seguro desde 21 de outubro de 2008 onze meses antes do ocorrido. Na época, todas as unidades da autarquia estavam sem cobertura, contrariando lei federal datada de 2000 que obriga depositário de produtos agropecuários a contratar seguro para as mercadorias.
Uma tomada de contas extraordinária do TC feita em 2009 identificou o pagamento de quase R$ 3,9 milhões de indenização a clientes do porto seco, além de perdas de equipamentos e armazéns da ordem de R$ 613 mil.
Em 2009, Requião revogou licitação aberta no ano anterior para a contratação de apólice de seguros por considerar que a competitividade havia sido prejudicada porque apenas uma empresa manifestou interesse no certame. A seguradora ofereceu valor máximo de R$ 216,1 mil, inferior ao máximo estipulado de R$ 277,5 mil. Na segunda licitação, a Marítima Seguros foi contratada por R$ 280 mil.
O TC condenou Requião a devolver R$ 3.420.824,63 pagos de indenização a três empresas, além de multa de 30% sobre o valor no total, o órgão cobra do senador R$ 442.162,01, mas o valor ainda será corrigido.
No caso de Pessuti, que governou o Paraná de 1º de abril a 31 de dezembro de 2010, o TC considerou responsável pelo pagamento de indenizações à Servcom Serviços de Comércio Exterior no valor de R$ 3,175 milhões, decorrentes dos prejuízos. O valor da multa cobrada é de R$ 952,7 mil, 30% sobre o montante.
O advogado de Requião, Luiz Fernando Delazari, diz que o senador não cometeu nenhuma irregularidade porque não homologou licitações com apenas um concorrente seguindo orientação do próprio TC. Além disso, para ele, a Codapar deveria ter feito contrato emergencial por conta própria. Já Pessuti também discorda da sentença e nega pagamento antecipado da indenização. Segundo ele, os valores foram repassados depois de análise da diretoria e do conselho da Codapar, de avaliação da Procuradoria-Geral do Estado e da assessoria jurídica da Casa Civil. "Só concordei depois que essas instâncias tinham opinado por fazer acordo e pagar as indenizações."


