Curitiba - O pleno do Tribunal de Contas (TC) do Estado aprovou ontem, por unanimidade, o resultado da Tomada de Contas Extraordinária instaurada em 2008 contra quatro ex-gestores da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA), incluindo Eduardo Requião, irmão do ex-governador do Estado e hoje senador, Roberto Requião (PMDB). O então superintendente da APPA, Eduardo Requião, recebeu dez multas, cada uma no valor de R$ 1.190,96; duas multas também foram aplicadas ao então diretor administrativo e financeiro, Mário Marcondes Lobo Filho; uma multa ao funcionário Waldir Copetti Neves; e uma à ex-diretora técnica Maria Manuela da Encarnação Oliveira.
A Tomada de Contas Extraordinária foi instaurada depois da constatação de notificações de irregularidades na Appa apontadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Receita Federal e Ministério do Trabalho e Emprego. As irregularidades geraram multas que, somadas, ultrapassam R$ 25 mil. Segundo o relator do caso no TC, conselheiro Caio Soares, houve ''negligência'' dos ex-getores.
Eduardo Requião terá que restituir as quantias pagas pela Appa a título de multas e também deverá recolher outra multa de 10% proporcional ao valor do dano causado. Ao todo, entre ressarcimento e multas, Eduardo Requião deverá recolher R$ 39.773,73 (valor sem correção). A Reportagem não conseguiu contato ontem com os quatro envolvidos. Cabe recurso de revista da decisão ao próprio pleno do TC.
Em janeiro, a Appa se tornou alvo da Operação Dallas, deflagrada pela Polícia Federal e que apurava irregularidades como desvio de cargas e fraude em licitação.

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