Muito tumulto e confusão marcaram o dia da votação na Câmara de Vereadores dos cinco vetos do prefeito Barbosa Neto (PDT) ao projeto de lei que regulariza a atuação dos taxistas em Londrina. A principal revolta da categoria foi com o vereador Pastor Renato Leme (PRB) que, segundo representantes da classe, votaria a favor da derrubada dos vetos, mas mudou de ideia e se absteve. O quórum mínimo era de 10 votos, mas somente nove votaram pela derrubada dos vetos. Sete vereadores votaram pela manutenção.
Um dos artigos mais importantes para os taxistas, segundo Antônio Pereira da Silva, diretor do rádio-táxi Faixa Vermelha, era o que legalizava a transferência de ponto para o sucessor ou o herdeiro do permissionário. ''Nós só queremos regularizar nossa casa. Nós aceitaríamos qualquer proposta do prefeito, desde que a gente pudesse transferir os pontos de quem já está trabalhando nessa situação. Não temos 'bronca' do prefeito e sim de alguns vereadores, que quebraram a categoria no meio'', criticou. ''Nós estamos todos aqui porque nos chamaram para assistir à votação. No último minuto o pessoal foi pressionado, e votou contra nossa classe.''
Os taxistas que estavam na Câmara reagiram gritando e ofendendo os vereadores que mantiveram os vetos e logo começaram a se mobilizar para bloquear o trânsito da Avenida Duque de Caxias, via que liga o Centro da cidade ao Centro Cívico. O presidente do sindicato dos taxistas, Fernando Nunes, afirmou que era a favor de protestos, desde que fossem organizados. ''Vamos parar, mas vamos avisar as pessoas, vamos anunciar para a imprensa e vamos protestar com ordem. Não é o melhor caminho parar tudo precipitadamente'', ponderou.
O diretor da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson de Jesus, explicou que a situação dos taxistas deve ser regulamentada em cima do que é legal. ''Nós sabemos que existem pessoas que estão doentes e não podem trabalhar no táxi e, por isso, arrendaram o local. Existem várias situações, mas também sabemos de pessoas que alugam o ponto, e essa prática é ilegal. Nós temos alguns problemas para enfrentar, mas vamos recadastrar quem trabalha na área e legalizar a situação da categoria na cidade'', concluiu.
Os manifestantes só se acalmaram quando conseguiram marcar uma audiência na CMTU para discutir a situação do veto. Segundo Laércio Borinelli, presidente do Faixa Vermelha, a reunião está marcada para hoje, às 9 horas. Os taxistas ainda prometeram que, se nada for decidido, o serviço vai parar na cidade de amanhã a domingo.

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