Taxista pode ser o terceiro do caso PIC
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sábado, 27 de janeiro de 2001
Dimitri do Valle De Curitiba 
O taxista Alexsandro Ribeiro, de 25 anos, o Magrão, é acusado de ser o terceiro autor do incêndio criminoso na Promotoria de Investigações Criminais (PIC) em Curitiba. A identidade de Magrão foi apresentada ontem à tarde na Divisão de Narcóticos (Dinarc), pelo corregedor da Polícia Civil, Adauto Abreu de Oliveira. A suspeita é de que ele esteja escondido no litoral do Estado. Na noite de quinta-feira, a polícia interceptou um telefonema do taxista, realizado de um local próximo à Ilha do Mel.
Magrão é suspeito de ter invadido a sede da PIC com o 2º tenente Alberto Silva Santos, na madrugada de 29 de dezembro. Na casa do taxista, no Bairro Fazendinha, os policiais encontraram 57 disquetes, quatro fitas de vídeo e um revólver calibre 38 roubados da PIC. Foram apreendidas ainda uma pistola calibre 45, uma faca, um colete da PM, capuzes e um boné da Polícia Civil.
A identificação do terceiro acusado foi possível graças ao depoimento do policial civil Edson Clementino da Silva, o Lambe-Lambe. Ele disse que não conhecia o terceiro autor, mas declarou que ouvia o tenente pronunciar o apelido Magrão.
O delegado contou que com a prisão do discotecário da boate Sexys, Emerson Vieira, o Pitt, surgiram novas evidências da participação de Magrão. Pitt, o tenente e o taxista se conheceram frequentando a boate, onde Magrão recebeu o troféu de o taxista do ano.
Pitt teve prisão temporária decretada na terça-feira depois de entrar em contradições no depoimento. Ele era um dos álibis do tenente para confirmar que estava na boate no nomento em que a PIC era incendiada. Durante uma revista no automóvel de Pitt, a polícia encontrou contas de luz em nome de Magrão e uma fita crepe semelhante ao material usado para amarrar o vigia José Zetti, o único que fazia a segurança do prédio da PIC.
Segundo Adauto, quando os policiais confrontaram as provas que tinham encontrado, Pitt decidiu colaborar. Ele contou que no dia seguinte ao atentado, Magrão confidenciou que ajudou a atear fogo na PIC e que por isso ganharia uma uma grana preta. O dinheiro teria sido prometido por Santos, apontado como o organizador do atentado. Em depoimento, Lambe-Lambe informou que o PM lhe prometeu R$ 5 mil. O tenente estava enfrentando problemas financeiros, portanto, o dinheiro teria sido prometido por outra pessoa, que pode ser o mandante, disse.
Magrão está desaparecido desde o dia 19. Ele foi visto pela última vez na Rua Cruz Machado, conhecida área de prostituição, onde trabalhava. Ele abandonou o táxi em que trabalhava como colaborador e entregou as chaves para o segurança de uma boate. Magrão tem passagens pela polícia por homicídio culposo num acidente de trânsito e tráfico de drogas.
O delegado suspeita que o sargento Ademir Leite Cavalcante, preso pela acusação de estar acompanhando o atentado à distância, deu a informação para que o taxista fugisse. Adauto informou que o encarregado de avisar Magrão já foi ouvido no inquérito policial. O sargento Cavalcante deve ser novamente chamado para depor e deve passar por uma acareação com a pessoa que deu o recado ao taxista.


