Curitiba - O taxista Eduardo Gbur, que recebeu dinheiro da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná sem trabalhar, foi contratado para a campanha eleitoral de 2006 do deputado estadual Alexandre Curi (PMDB), hoje primeiro secretário do Legislativo. Até então, havia uma única conexão entre Eduardo Gbur e a AL: seu tio Daor Afonso Marins de Oliveira era amigo de Abib Miguel, diretor-geral da Assembleia afastado em março. Informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam, contudo, que o taxista recebeu R$ 1.400 por dois serviços prestados na campanha do peemedebista, em 31 de agosto de 2006 e em 30 de setembro de 2006.
Abib Miguel teria sido o responsável pela nomeação de Daor Oliveira e de mais nove parentes dele na AL, incluindo Gbur. Todos seriam servidores ''fantasmas'' e foram denunciados pelo Ministério Público do Paraná no último dia 18.
Em nota, a assessoria de imprensa de Curi disse que o deputado não é o responsável pelas contratações das pessoas que atuam nas suas campanhas eleitorais e que Gbur cometeu crime de falsidade ideológica ao esconder que seria servidor da AL. Ao coordenador da campanha de Curi, ele teria se apresentado como taxista e líder comunitário.
A assessoria de imprensa também informa na nota oficial que a sindicância concluída em abril na AL para investigar irregularidades na Casa apontou que Gbur recebia salários da Casa desde 1995, mesmo antes, portanto, de o peemedebista se tornar parlamentar. Embora recebendo salários desde 1995, a sindicância revelou que o primeiro ato de nomeação de Gbur na AL foi registrado em 2007. Ele foi lotado na diretoria-geral da Casa.

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