Taxa de aprovação de Requião sobe 8 pontos
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 25 de março de 2009
Catarina Scortecci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Números divulgados ontem pelo Instituto Datafolha revelam que a taxa de aprovação do governador Roberto Requião (PMDB) cresceu oito pontos em comparação a novembro de 2007. Naquele período, a aprovação do peemedebista medida pelo Datafolha foi de 49%. Já a última pesquisa do mesmo instituto, referente ao mês de março de 2009, revela que Requião obteve 57% de aprovação. Também houve uma redução de dois pontos na taxa de rejeição. Em novembro de 2007, Requião tinha 16% de rejeição. Atualmente, o peemedebista figura com 14%. Numa escala de 0 a 10, a nota obtida por Requião foi 6,6.
O Datafolha ouviu 10.664 eleitores no Paraná e em outros oito estados mais o Distrito Federal (DF). A pesquisa foi realizada entre os dias 16 e 19 de março. No ranking geral, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, um dos pré-candidatos tucanos à Presidência da República em 2010, obteve a melhor classificação: sua taxa de aprovação atinge 77%, enquanto sua rejeição fica em 5%. A nota de Aécio foi de 7,6.
O outro tucano que também figura como pré-candidato à sucessão do presidente Lula (PT), José Serra, governador de São Paulo, ficou com a nota 6,6, assim como Requião. Entre as dez autoridades, contudo, Requião fica em quarto lugar e Serra em quinto lugar. O critério de desempate entre Requião e Serra foi o índice de popularidade. Enquanto Requião tem 143 pontos de índice de popularidade (subtrai-se a avaliação negativa da positiva e depois soma-se 100), Serra tem 142. Serra ficou com 54% de taxa de aprovação, contra 12% de rejeição. A margem de erro da pesquisa, no caso do Paraná, é de três pontos para mais ou para menos. No caso de São Paulo, a margem de erro é de dois pontos.
A Agência Estadual de Notícias, ligada ao governo do Paraná, destaca que o resultado do Datafolha indicaria que Requião ''terá papel fundamental na sucessão estadual''. Reeleito em 2006, Requião não pode disputar novamente o governo do Estado em 2010, quando deverá sair candidato ao Senado.
Análise
O cientista político Ricardo Oliveira, da Universidade Federal do Paraná, afirma que o crescimento na taxa de aprovação de Requião é considerado alto, mas ''explicável''. ''A base principal da pesquisa é o ano de 2008, que foi um ano positivo para a área econômica, com a elevação do emprego, da renda. Quase todos os governadores de Estado foram avaliados positivamente'', disse.
Para Oliveira, o índice de popularidade não coloca Requião numa posição ''excelente'' na disputa ao Senado, em 2010. ''Não é uma situação de extremo favoritismo. Apesar da economia ter ido bem no ano passado, politicamente foi um ano de grande fracasso eleitoral para Requião'', destacou o cientista político, em referência à derrota do candidato do PMDB à Prefeitura de Curitiba, Carlos Moreira, lançado por Requião.


