Tavares será testemunha no caso Amorim
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quarta-feira, 30 de abril de 2003
Rodrigo Sais<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O ex-secretário de Segurança Pública do governo Jaime Lerner (PFL) José Tavares será uma das testemunhas do processo que investiga o assassinato do deputado estadual Tiago Amorim (PTB), morto no dia 18 de dezembro de 2001. O celular encontrado com Amorim após sua morte registrava uma ligação feita para o então secretário por volta das 21 horas, horário em que a Justiça estima que o crime tenha ocorrido. Amorim foi morto com cinco tiros disparados por um homem em uma motocicleta quando chegava em sua residência em Cascavel.
Segundo o juiz da 1 Vara Criminal de Cascavel, Moacir Dalla Costa, Tavares será ouvido para esclarecer os detalhes da ligação. ''Não sabemos se a ligação foi realizada com sucesso. Também queremos saber se o conteúdo da conversa tinha alguma relação com as circunstâncias que envolvem o crime ou se era apenas uma conversa normal entre um deputado estadual e um secretário de Estado'', explicou ontem Dalla Costa.
Na terça-feira, o juiz tomou o depoimento de diversas testemunhas e suspeitos de terem cometido o crime. Segundo o juiz, os relatos reforçam a tese do Ministério Público estadual, que sustenta que Amorim teria sido assassinado por Alcides Meirelles, a mando do ex-policial civil João Adão Sampaio Schisler. Schisler teria desavenças com Amorim devido a denúncias feitas pelo deputado em seu programa de rádio contra membros da polícia de Cascavel. Tanto Schisler quanto Meirelles negaram em juízo a participação no crime.


