Tavares rejeita disputar Prefeitura de Londrina
Patrícia Zanin
De Londrina
O secretário de Estado da Justiça, José Tavares (PTB), disse ontem que, se depender só dele, não está disposto a disputar a Prefeitura de Londrina nas eleições de outubro. O partido pretende lançar candidatos na maioria das cidades e coloca Curitiba e Londrina como pólos importantes para consolidar seu projeto. Partido que não disputa eleição não é partido. Acho legítimo o partido querer construir uma candidatura em Londrina, mas não é o meu projeto. Quando eu quis, eu fui à luta, afirmou.
Apesar disso, Tavares admite que, em política, tudo é possível. Para o secretário, a eventual candidatura do PTB em Londrina dependeria de apoio do governo do Estado. E, aqui em Londrina, acho que o candidato do governo é o prefeito, disse Tavares, referindo-se a Antonio Belinati (PFL), do mesmo partido do governador Jaime Lerner. Tavares perdeu duas eleições para Belinati a primeira, em 88, quando foi derrotado por 283 votos. Nas eleições de 96, ele disputou pelo PMDB e não chegou ao segundo turno.
Ele demonstrou preocupação com as denúncias de irregularidades e desvio de dinheiro público na administração municipal que estão sendo investigadas pelo Ministério Público. Segundo Tavares, as denúncias são graves e precisam ser rigorosamente apuradas. Tudo que diz respeito ao dinheiro público tem que ser tratado com respeito, defendeu.
O secretário, que esteve na Folha, também comentou sobre a Reforma do Judiciário e a Lei da Mordaça. Os dois temas estão sendo debatidos no Congresso. Em relação à reforma, Tavares disse não conhecer com profundidade o texto em discussão, mas acredita que a Justiça deve ser prioridade do governo. Quando mais Justiça acessível para o cidadão, mais a Justiça será feita, analisou.
Para Tavares, como está concebida, a mordaça não é o caminho. É um equívoco na política de proteção da intimidade das pessoas, argumentou. Para ele, o que é preciso é aperfeiçoar os mecanismos democráticos para melhor regular a relação entre a comunicação e a sociedade. Aplicar melhor as leis que já existem, defendeu.





