Tavares promete rigor, com ternura
Tavares promete rigor, com ternura
O novo secretário da Segurança Pública, ex-deputado José Tavares (PTB), é contra a nomeação de delegados sem concurso público os chamados delegados calças-curtas e a instituição da figura do preso de confiança, que, por falta de policiais, administram algumas delegacias do interior do Estado. É uma cultura que eu pretendo acabar o quanto antes, declarou Tavares, minutos depois de o governador assinar o decreto de sua nomeação, em solenidade informal no Palácio Iguaçu, onde foi apresentado o pacote moralizador para a Polícia Civil.
Tavares disse que são essas coisas que ajudam a desgastar a imagem da Polícia do Paraná. Hoje, existem 370 delegados distribuídos pelos 399 municípios. Nos cálculos de Tavares, cerca de 30% são calças-curtas. Não há um levantamento preciso sobre o número de presos de confiança, mas é comum ligar em delegacias do interior e ser atendido por um preso que, por bom comportamento, é promovido.
O secretário disse que vai combater com rigor desvios verificados na corporação. Ele se autodefiniu como sendo de linha dura, mas com ternura. Antes de ingressar na carreira política, na década de 80, José Tavares foi delegado durante 11 anos. Não há crime sem solução, o que há é inoperância da polícia, observou o novo secretário, que prometeu também combater o roubo e o desmanche de carros. A CPI do Narcotráfico, quando esteve no Paraná, no início de março, detectou o envolvimento da corporação também com o desmanche. Marginal aqui não fica. Não vamos tolerar deslizes, sinalizou Tavares, falando pela primeira vez, oficialmente, como secretário.
A nomeação de Tavares foi bem recebida na Assembléia. Não apenas os deputados da situação, mas até integrantes da oposição teceram elogios à indicação. Tavares fez uma visita informal aos parlamentares por volta das 14 horas. O novo secretário da Segurança é contra a criação de uma CPI estadual, por entender que as medidas saneadoras adotadas pelo governo e as investigações realizadas pela CPI nacional e pelo Ministério Público estão apurando com propriedade as denúncias levantadas por testemunhas contra integrantes da Polícia Civil.(L.D.)





