Tavares nega violência para conter protestos
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sábado, 01 de setembro de 2001
Alexandre Palmar<BR>De Foz do Iguaçu 
As operações da Polícia Militar do Paraná e do Grupo de Operações Especiais (GOE) de repressão aos protestos contra o governo do Estado continuarão sendo executadas com o mesmo rigor das ações recentes ocorridas em várias regiões do Estado. Pelo menos se depender do secretário de Segurança Pública, José Tavares. Segundo ele, os soldados não têm agido com excesso de força física sobre os paranaenses.
''A polícia tem agido na dimensão exata que a força pública em relação àqueles que confundem manifestação democrática com baderna'', afirmou Tavares, anteontem, durante encontro realizado em Foz do Iguaçu sobre segurança na fronteira. ''Ninguém tem o direito de ofender a honra de nenhuma pessoa, principalmente sendo essa pessoa uma autoridade'', declarou o secretário à Folha.
Para o secretário, os manifestantes contrários à venda da Copel e à política do governador Jaime Lerner ''acham'' que têm direito a protestar, porém ferem ''o direito'' de outras pessoas. ''A Polícia Militar vai continuar reprimindo todo e qualquer excesso contra o governador'', completou Tavares.
Tavares falou também sobre a denúncia de uso de cadetes durante a operação na Assembléia Legislativa, quando foi votado o projeto que pretendia impedir a privatização da Copel. Segundo ele, ''isto é uma coisa irrelevante''. O secretário completou: ''O curso deles termina nesta semana. Então não é uma semana a mais ou a menos que vai deixar o policial militar mais ou menos preparado. Eles estavam investidos na função por ato do governador do Estado. Estavam, portanto, aptos e sob o comando de um superior''.


