O prefeito de Sertaneja, Renato Tavares (PSDB), contestou ontem as denúncias feitas por vereadores de que teriam ocorrido irregularidades na Secretaria de Saúde do município. A Câmara aprovou na semana passada uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar as denúncias de desaparecimento de medicamentos, existência de funcionário fantasma e construção de um posto de saúde.
‘‘A comissão é abusiva e foi criada para me causar constrangimento’’, reagiu Tavares. Ele classificou as denúncias de ‘vazias’ e recorreu ao regimento interno da Câmara para questionar a legalidade da CEI. De acordo com o artigo 49, o Legislativo pode constituir CEI para apurar irregularidades administrativas que devem vir acompanhadas da indicação das provas. ‘‘Além de não haver provas, os vereadores sequer encaminharam um pedido de informações à prefeitura antes de propor a criação da comissão’’.
Tavares garante que todas as denúncias são improcedentes. ‘‘A começar pelo sumiço de medicamento. O vereador Neuton Oliveira fez denúncia vazia de que desapareceram 5 mil comprimidos, mas foram 10 mil. Os remédios foram retirados do estoque porque chegaram ao município prestes a vencer. Ainda tivemos chance de distribuir 5 mil dos 15 mil que chegaram’’, argumenta, com cópia do lote de medicamentos e da data de validade.
Sobre o suposto funcionário fantasma, o prefeito diz ter pago um servidor da saúde sem que ele trabalhasse porque cumpriu determinação médica. ‘‘Depois do vencimento da licença de saúde, fizemos um acordo e ele deixou a prefeitura’’. Ele confirma que irá construir um posto de saúde nos fundos do terreno onde funcionava o hospital de sua propriedade. ‘‘O terreno é do município’’, alega.

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