Cascavel - O secretário de Estado da Segurança Pública, José Tavares, disse ontem que não será necessária a participação da Polícia Federal (PF) nas investigações do assassinato do deputado estadual Tiago de Amorim Novaes (PTB), morto no dia 18 de dezembro do ano passado. Familiares de Amorim tentaram entregar um documento solicitando a presença da PF no caso, mas eles não foram recebidos pelo secretário.
O governador Jaime Lerner (PFL), que juntamente com Tavares inaugurou a Penitenciária Industrial de Cascavel, garantiu à irmã do deputado, Alice Amorim, que todos os esforços estão sendo feitos para resolver o crime. Pressionado por Alice sobre a presença da PF no caso, o governador disse que ‘‘faremos tudo que for necessário, até a Polícia Federal poderá ser requisitada’’.
O promotor de Justiça, Marcelo Balzer Correia, que pediu a entrada da PF no caso, não quis comentar a decisão do secretário de Segurança Pública.
Enquanto Tavares negava o pedido da Promotoria de Justiça, o delegado responsável pelas investigações, Alexandre Macorin, descobriu que é falso o álibi utilizado por familiares de Luiz Carlos Bernardes Pires, o Balaio, morto em uma troca de tiros com policiais em Curitiba. Bernardes é apontado como principal suspeito pela morte do deputado.
Macorin informou que o gerente da loja Ponto Frio de Curitiba, onde Bernardes teria efetuado uma compra no valor de R$ 4,7 mil no dia em que Amorim foi morto, reconheceu outro integrante da quadrilha e não Balaio. O álibi foi apresentado por uma irmã de Bernardes, que telefonou a vários órgãos de imprensa dizendo que o irmão estava em Curitiba na data do crime.
Agora, de acordo com o delegado, é preciso descobrir se o suspeito estava realmente em Cascavel na noite de 18 de dezembro, quando Amorim foi assassinado. A polícia já sabe que dois dias após a execução, Balaio foi visto em Cascavel e a própria mãe confirmou que ele passou o Natal na cidade.
O delegado-corregedor, Leonil Cunha Pinto, designado para auxiliar Macorin nas investigações, já está em Cascavel trabalhando no caso. Ele declarou que após esse novo fato, as investigações voltam a estar centradas na participação da quadrilha chefiada por Balaio no crime.

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