Tavares garante que envolvidos serão expulsos em breve
PUBLICAÇÃO
domingo, 14 de janeiro de 2001
De Curitiba 
O secretário de Segurança Pública, José Tavares, afirmou ontem que os policiais presos por suspeita de atear fogo no prédio da PIC deverão ser expulsos da corporação em breve. Para Tavares, a participação de policiais no atentado evidencia a chamada banda podre da polícia, que deve ser combatida. Num universo de 20 mil policiais militares e quatro mil civis, infelizmente há um número pequeno de pessoas que acabam se envolvendo em crimes, disse.
Tavares afirmou não ter dúvidas de que o atentado tinha o objetivo de destruir provas de pessoas investigadas por envolvimento com o crime organizado. Se os autores pensaram que iriam conseguir isso, caíram do cavalo, declarou.
O chefe do Estado Maior da Polícia Militar, coronel Gilberto Foltran, também lamentou o envolvimento dos policiais. Quem trabalha com o crime e tem personalidade fraca, lamentavelmente está sujeito a passar para o outro lado, disse.
A identificação dos acusados só foi possível por causa da minuciosa perícia feita no prédio da PIC. Eles cometeram uma série de erros e deixaram vários rastros, contou o secretário. Entre os objetos deixados no local, estavam luvas e galões de suco de fruta. Os galões, provenientes de um restaurante em Santa Felicidade, de propriedade de parentes do tenente Alberto Silva Santos, foram utilizados para levar a gasolina. Os depoimentos do vigia José Zetti, que foi submetido a sessões de hipnose, e dos vizinhos também foram importantes para descobrir os autores. O vigia deve se submeter a uma terceira sessão de hipnose nesta semana. (E.T.)


