Tato quer aliados fora de CPI
O secretário-chefe da Casa Civil, Pretextato Taborda Ribas, disse ontem que o governo do Estado está procurando os deputados da base governista que assinaram o pedido de instalação da CPI da Copel para que eles retirem seus nomes da lista que pede a investigação. De acordo com Tato Taborda, a instalação de uma CPI não agrada ao governo do Estado e poderá servir como palco político para alguns deputados que querem atrair atenções para as eleições municipais do ano que vem. ‘‘Isto acabará virando palco para idéias sem propósito’’, declarou.
O secretário sugeriu que os deputados instalem uma comissão especial para investigar as transações comerciais feitas entre a Prefeitura de Londrina, Sercomtel, Copel e banco FonteCindam. ‘‘Acho que a comissão poderia pedir os documentos e mandá-los para a análise de técnicos competentes’’, afirmou Taborda. Apenas após a conclusão dos técnicos é que os deputados poderiam pensar na possibilidade de Comissão Parlamentar de Inquérito. ‘‘Acho que este caminho seria melhor para todos’’, complementou.
O líder do governo, Valdir Rossoni (PTB), foi incumbido da tarefa de convencer os deputados a mudarem o posicionamento. ‘‘Vou tentar trabalhar com o grupo, convencendo um por um’’. Entre os argumentos do Estado para que os deputados recuem está o cuidado em relação à Copel, que está em processo de desestatização. Os deputados querem saber por qual motivo a Copel pagou uma dívida de R$ 47 milhões da Prefeitura de Londrina com o banco FonteCindam, depois de ter adquirido 45% das ações da Sercomtel.
O deputado Durval Amaral (PFL) disse que o requerimento da CPI conta com 25 assinaturas e confirmou que os parlamentares estão sendo procurados pelo governo. ‘‘Apenas iremos desistir se esta for uma decisão do grupo’’, afirmou.
(L.P.)

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