Para alguns cardeais tucanos, Jereissati foi claro, depois da reunião da terça-feira com FHC: ‘‘O presidente não pode ficar na mão do PMDB, sendo chantageado permanentemente pelo partido.’’ A cúpula do PSDB está incomodada com as constantes cobranças feitas por peemedebistas governistas para evitar no partido o crescimento da candidatura presidencial do governador Itamar Franco (PMDB-MG). Na mira dos tucanos estão o presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA); o ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, e os líderes tucanos na Câmara e no Senado, deputado Geddel Vieira Lima (BA) e Renan Calheiros (AL).
A avaliação feita pelos tucanos é de que não compensa ao governo assumir um desgaste de imagem tão forte por causa de uma ‘‘suposta fidelidade’’ dos peemedebistas. ‘‘Para o PMDB, o projeto da aliança tornou-se secundário em relação à necessidade de espaço no governo’’, disparou o presidente do PSDB, deputado José Anibal (SP).
Os tucanos acreditam que dificilmente os peemedebistas ligados ao Planalto conseguirão evitar a candidatura Itamar. Em compensação, o PSDB acha que FHC poderá pagar um preço muito alto para manter essa aliança. ‘‘Existe uma forte reação do partido à negociação que o PMDB quer impor para neutralizar Itamar’’, reconhece Aníbal.
O próprio Tasso chegou a confidenciar para alguns interlocutores sua preocupação com a necessidade do Planalto de ter que carregar o presidente do Senado, Jader Barbalho, num momento em que ele está na mira de denúncias. (G.C.)

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