Porto Alegre - O presidente nacional do PT, Tarso Genro, que substituiu José Genoino no cargo, anunciou ontem que será o candidato do Campo Majoritário (tendência moderada) nas eleições que ocorrem no dia 18 de setembro para presidir a sigla. ''Vou aceitar o convite e vou concorrer'', disse ele. No início da semana, Tarso havia dito que o Campo Majoritário estava ''dissolvido'', em razão da crise vivida por seus integrantes o Campo Majoritário é a tendência hegemônica no governo federal. Seu nome, porém, é ligado à facção.
O objetivo de Tarso é obter o apoio de setores da esquerda do PT à sua candidatura. Ontem, porém, a deputada federal Maria do Rosário (RS), candidata à presidência nacional do partido pela tendência Movimento PT, rejeitou a hipótese de renunciar ao pleito.
O primeiro compromisso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que esteve ontem em Porto Alegre, foi tomar um café da manhã às 7h com ela. As assessorias da Presidência e da própria deputada não confirmaram o tema do encontro. Ela, no entanto, negou a possibilidade de se aliar a Tarso, abrindo mão da candidatura.
O Campo Majoritário controla 60% do Diretório Nacional do PT. Eram seus integrantes o ex-secretário-geral do partido Sílvio Pereira, o ex-presidente Genoino e o ex-tesoureiro Delúbio Soares, todos afastados do processo sucessório no partido.
A escolha de Tarso como candidato do Campo Majoritário não ocorreu sem resistências dentro da facção. O presidente do partido, até dois anos atrás, era considerado ''independente'' das tendências internas do PT. Ex-ministro da Educação, Tarso assumiu a presidência do partido no lugar de Genoino depois que as acusações de pagamento de mesada a parlamentares aliados em troca de apoio ao governo federal derrubaram integrantes da cúpula do PT.

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