Brasília - O ministro de Relações Institucionais, Tarso Genro, admitiu ontem que o atual presidente da Câmara, deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), pode retirar sua candidatura à reeleição. Segunda-feira, o ministro havia dito que descartava desistência de qualquer lado e a disputa entre Aldo e o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) deveria ir até o último instante, na votação em plenário no dia 1º de fevereiro.
Chinaglia conseguiu, nos últimos dias, o apoio formal do PMDB e do PSDB. Antes mesmo da decisão dos tucanos, anunciada na tarde de ontem, Genro manifestou outra opinião. ''A possibilidade de (a disputa) ir a plenário está dada, pois são dois candidatos fortes'', afirmou. ''O que pode ocorrer no processo de discussão é que as lideranças dos partidos (aliados) firmem uma convicção de que uma candidatura é fatalmente a vencedora'', completou. ''Aí pode ocorrer uma desistência do Aldo ou do Arlindo.''
Genro disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não pretende pedir a Aldo para desistir da candidatura. ''Hoje (ontem) li uma matéria no jornal sobre a preocupação do presidente Aldo de que poderíamos solicitar a ele a retirada de sua candidatura, mas da parte do governo e do presidente isso não vai ser feito.''

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