Tarso confirma 'plano B' caso haja rejeição da CPMF
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sábado, 08 de dezembro de 2007
Das agências 
Rio - O ministro da Justiça, Tarso Genro, reconheceu ontem que o Palácio do Planalto já prepara alternativas para a possibilidade de não conseguir aprovar a prorrogação da cobrança da Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira (CPMF). ''O governo já está trabalhando o seu Plano B'', disse ele, que admitiu ser ''imprevisível'' o impacto que o fim do tributo - a votação no Senado deverá ocorrer na terça-feira da próxima semana - teria sobre o Orçamento da segurança pública. Um dos grandes prejudicados, segundo o ministro, seria o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), que prevê investimentos de R$ 6,7 bilhões, sendo R$ 1,350 bilhão no ano que vem.
''Veja, se tirarmos R$ 40 bilhões do orçamento do ano que vem, certamente várias áreas serão prejudicadas'', disse ele, depois de assinar, com o prefeito do Rio, Cesar Maia (DEM), a adesão do Rio de Janeiro ao Pronasci. ''O programa ficou bom com R$ 6,7 bilhões, certamente haveria algum tipo de impacto. Eu acho que o Senado Federal vai compreender o que significa isso para o País e vai aprovar. Não estamos fazendo nenhuma avaliação de corte até agora, porque confiamos na aprovação da CPMF.''
As articulações políticas do governo para a aprovação da CPMF continuarão no final de semana. A confirmação é do ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro.
Múcio informou inclusive que trabalhará no Palácio do Planalto. ''Amanhã (hoje), dou expediente normal, fazendo as avaliações e conversando com alguns companheiros. Vamos ficar quase todos aqui em Brasília, se dedicando a isso, disse. O Brasil precisa da CPMF, então é importante que todos se dediquem a isso.''
O ministro avaliou que a aprovação dessa matéria tornou-se difícil porque o debate foi muito politizado. ''O discurso foi muito político durante a discussão da CPMF. Muitos são contra sem saber dos benefícios que o tributo trará, destacou. São essas pessoas que estão sendo chamadas para discussão.''


