Tarifas sobem mais de 40%
As receitas de serviços (tarifas) dos três maiores bancos privados nacionais - Bradesco, Itaú e Unibanco - continuaram a crescer no primeiro semestre de 2005, atingindo R$ 10,2 bilhões, com avanço de 43,2% ante igual período de 2004, conforme Gustavo Pedreira, do Inepad.
Para os analistas, vários fatores contribuem para o aumento da receita de serviços. Além do encarecimento das tarifas, houve maior popularização bancária e multiplicação do uso de serviços como transferências do tipo Doc e Tec, operações com fundos, efeito estimulado pela internet.
Como porcentual da receita total dos bancos (comparação entre primeiros semestres), as tarifas do Bradesco saíram de 8,1% em 1999 para 16,8% em 2004 e para 19,4% em 2005, segundo cálculos de Pedreira. O Itaú foi um dos primeiros a ir nesta direção, diz, observando que o mesmo indicador saiu de um nível bem mais alto em 1999, de 19%, para 22,6% em 2004 e para 31,2% em 2005. No Unibanco, o indicador ficou em 13,3% em 1999, 20,9% em 2004 e saltou para 37,5% em 2005.
Um dos fatores que contribuíram para o espetacular desempenho dos bancos no primeiro semestre foram as altíssimas taxas de juros. A Selic, o juro básico determinado pelo Banco Central, começou o ano em 17,75% e foi gradativamente aumentada, até chegar a 19,75% em junho, nível mantido até hoje. Em comparação, no primeiro semestre de 2004, a Selic caiu de 16,50% para 16%. Apesar da taxa de juro bem mais alta, o primeiro semestre de 2005 teve inflação de 3,16%, inferior à do mesmo período de 2004, que foi de 3,48%. (A.E.)





