Em depoimento prestado ao Ministério Público no dia 23 de fevereiro do ano passado, o ex-diretor de operações, Gabriel Nunes Pires relatou que a manutenção das contas gerava uma volumosa arrecadação financeira com a cobrança de taxas e tarifas, cerca de R$ 150 mil por mês. ‘‘Se errei, errei ao permitir a manutenção dessas contas com a finalidade de favorecer o próprio banco’’, justificou.
Pires afirmou que o sistema de contas correntes em nome de terceiros era de ‘‘pleno conhecimento’’ de José Collete e do gerente da agência Centro, Wilson Maeda. Pires não negou que possa ter ligado para Collete ou para Maeda, para solicitar a abertura e a manutenção das contas, a pedido do empresário Alberto Youssef.
Segundo Collete, em maio do ano passado, a diretoria do Banestado encaminhou um ofício ao Ministério Público comunicando que nenhuma irregularidade havia sido detectada pela auditoria interna. No entanto, comunicados internos da auditoria, datados de maio de 99, solicitavam justificativas para a abertura das contas irregulares. Os comunicados foram obtidos pela Folha. (C.O.)

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