Tarifas devem ficar 30% mais baratas
Curitiba - Quando concretizar a encampação, e se mantiver as tarifas 30% mais baratas como promete, o governo do Estado deve arrecadar com a cobrança do pedágio um valor próximo a R$ 900 milhões em um período de cinco anos. Esse valor aproximado foi calculado com base nos números divulgados pelas seis concessionárias que administram o pedágio no Estado. De 1998 a 2002, as empresas registraram um total de receitas acumulado de R$ 1,3 bilhão. O preço médio das tarifas cobradas hoje nas 26 praças no Anel de Integração fica entre R$ 3,00 e R$ 4,00. A intenção do governo é utilizar o dinheiro também na recuperação das estradas não pedagiadas.
No período 1998-2002, os investimentos das concessionárias foram de R$ 920 milhões. Mas o saldo, de acordo com a Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias (ABCR), é negativo em R$ 769 milhões no período, porque o retorno financeiro viria no futuro. Os contratos prevêem 24 anos de concessão.
De acordo com o advogado Pedro Henrique Xavier, que assessora a Procuradoria Geral do Estado (PGE), os recursos que hoje são arrecadados pelas concessionárias podem ir tanto para o Tesouro do Estado como para o Departamento de Estradas e Rodagem (DER), dependendo dos termos da lei que a Assembléia terá que aprovar. A administração dos trechos deve ficar a cargo do DER, segundo o procurador-geral do Estado, Sérgio Botto de Lacerda.
O setor produtivo considera o pedágio um entrave para o transporte da safra. Estudos da Ocepar, a Organização e Sindicato das Cooperativas do Estado, apontam que o custo com o pedágio nesta safra deve chegar a R$ 80 milhões.(M.D.)





