As novas praças de pedágio que serão instaladas em rodovias federais que cortam o Paraná devem causar poucos impactos no custo do transporte rodoviário. Estimativas do grupo de Logística da Escola Superior de Agronomia Luiz de Queiróz (Esalq/Log) apontam para um aumento de cerca de dois pontos percentuais no preço do frete para escoamento da produção agropecuária (com destino aos portos). No entanto, a avaliação é que os preços das tarifas irão compensar os custos de manutenção dos veículos, que será reduzido.
Segundo o pesquisador Daniel Gerard Eijsink, da Esalq/Log, as novas praças com as tarifas anunciadas não irão onerar o custo do frete. ''Os caminhoneiros terão benefícios porque os custos fixos - como manutenção, consumo de combustível e viagens mais rápidas - serão reduzidos.''
A opinião do pesquisador é semelhante à de Ademir Pereira da Silva, gerente da Divisão de Logística da Cooperativa Lar, com sede em Palotina (96 km ao norte de Cascavel). A cooperativa é uma das três maiores do Estado e o trânsito entre os novos trechos que serão pedagiados representa entre 15% e 20% do total da tráfego da associação. ''Nessas rodovias há trechos muitos ruins e se o serviço de manutenção e infra-estrutura for bem feito, o preço do pedágio acaba sendo revertido.''
No entanto, para o presidente da Corol Cooperativa Agroindustrial, Eliseu de Paula, o mercado não vai absorver mais aumento de custos. ''Mais uma vez estão mexendo no bolso dos produtores, não temos mais alternativas'', salienta.
Já a Transportadora Plimor, empresa com 67 unidades nas regiões Sul e Sudoeste do País e na Argentina, disse que o custo de novas praças será incorporado ao custo do frete.

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