Estes são alguns dos principais trechos da entrevista concedida pelo ministro da Casa Civil, Pedro Parente, à Agência Estado.
AE – De que forma a crise argentina prejudica o Brasil?
Parente – A repercussão mais direta e mais evidente é o fato de que você tem o chamado efeito contágio. Ou seja, independentemente de uma avaliação de fundamentos, se tem repercussões, não apenas no Brasil. Nós passamos um longo tempo analisando se a questão argentina melhoraria ou não. Inicialmente, a crise vinha afetando exclusivamente o Brasil, mas nos últimos dias repercutiu no México, no Chile.
AE – Como o Brasil vai reagir?
Parente – É inegável que nós temos hoje uma situação macroeconômica que é muito melhor. Nós temos um quadro e uma organização institucional que é muito melhor. Nós temos resultados concretos, principalmente na área fiscal, que não se deterioraram. Nosso resultado fiscal continua sendo um resultado muito bom.
AE – O senhor traça uma perspectiva favorável.
Parente – A minha perspectiva é a seguinte: tão logo passe esse efeito de curto prazo, que decorre dessa turbulência de mercado, o País vai estar numa situação muito razoável, principalmente depois que conseguirmos equacionar o tema energia. Aí, entraremos numa situação muito melhor para voltar a crescer.
AE – Quais os danos efetivos da crise Argentina?
Parente – Devemos analisar o grau de relação que temos com os argentinos. Um deles, em que a crise pode afetar as nossas exportações? É claro que o nosso comércio com a Argentina é importante, mas não é o mais importante. A minha opinião é que a repercussão é maior na confiança dos investidores e sobre os mercados emergentes, do que nas trocas comerciais.

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