Tanure diz que pode haver mais mudanças no comando da polícia
Tanure diz que pode haver mais
mudanças no comando da polícia
James Alberti
O secretário de Estado da Segurança Pública do Paraná, Rubens Abrahão Tanure, confirmou ontem que possivelmente haverá outras mudanças no comando da polícia. Ele não quis adiantar nomes porque as trocas ainda estariam sendo estudadas. Alvo de muitos boatos na semana, que davam conta de sua saída da chefia da secretaria de segurança, Tanure disse que se sente traquilo e que essa é uma decisão que cabe ao governador Jaime Lerner. Apesar das cobranças feitas pelo prefeito de Curitiba Cassio Taniguchi, que exigiu providências do governador quanto ao crescimento da violência na capital, Tanure considerou de rotina as mudanças anunciadas.
O delegado-chefe do Gerab, Mário Ramos, também achou normal sua saída, embora só tenha sido informado do afastamento ontem de manhã pela Folha. Nem sei se saí de lá (do Gerab), disse Ramos, ao ser comunicado pela reportagem. A falta de um comunicado oficial do superior de Ramos demonstra que as mudanças não seriam tão rotineiras quanto afirmam o delegado e o secretário Tanure.
Outro indício que contraria um possível caráter de rotina na decisão é o fato do coronel Valdemar Kretschmer não ter recebido um convite oficial até o meio dia de ontem. Kretschmer, que não quis comentar as razões do governo em provomer as mudanças, revelou que foi convidado por colegas que estavam no aeroporto, por telefone, anteontem à tarde, para assumir a chefia do Estado Maior. Mas não recebi nenhum convite oficial, disse. Ontem à tarde, o coronel participaria de uma reunião com Tanure onde esperava receber o convite oficial e discutir sua nova função.
Apesar da indiferença do comando em comunicar seu afastamento, o delegado Mário Ramos disse que não se sentiu magoado ou desprestigiado. Estou aqui para servir e servirei em qualquer lugar, afirmou. Estou à disposição do secretário Tanure e do doutor (Artur Oscar Correia) Braga. Acho que as mudanças às vezes ajudam. Ramos disse que não acredita que as trocas no comando tenham qualquer relação com a tentativa de assalto ao malote de duas agências bancárias que funcionam dentro da Prefeitura de Curitiba e ao crescente aumento da violência. Para o delegado, as mudanças não teriam qualquer caráter punitivo e sim o objetivo de dinamizar a ação no combate aos crimes.
A Folha tentou falar com Reinaldo Machado, Justino Sampaio e Sérgio Tippa, mas todos estavam com o celular desligado ou fora de área. O mesmo ocorreu com o delegado-geral Artur Oscar Correia Braga.





