O prefeito de Curitiba, Cássio Taniguchi (PDT), entrou de cabeça na briga do governador Jaime Lerner (PDT) com os senadores Roberto Requião (PMDB) e Osmar Dias (PSDB), motivada pela decisão do Senado de bloquear os empréstimos do Paraná. Mais que a amizade pessoal com o governador, está em jogo a sua administração como prefeito e pelo menos três dos seus projetos enquanto secretário do Planejamento: Paraná San (Paraná Saneamento Ambiental); Proem (Programa Expansão, Melhoria e Inovação no Ensino Médio); e o Paraná 12 Meses.
Ao contrário do episódio que cercou a indefinição partidária de Lerner, o bloqueio dos empréstimos provocou uma reação quase que imediata de Taniguchi. Nem a sua frieza de técnico prevaleceu nessa hora. Vem atirando em todas as frentes contra Requião e Osmar há dias. Além do mandato como prefeito da capital, o pedetista aproveita a função como presidente da Assomec (Associação dos Municípios da Região Metropolitana) para ampliar a sua artilharia.
A Folha ouviu durante a semana o ponto de vista do prefeito de Curitiba no episódio do bloqueio. A seguir, alguns trechos da conversa:
Folha - Como o senhor está avaliando a decisão da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos do Senado), que suspendeu por enquanto a análise de todos os pedidos de empréstimos requeridos pelo governo do Paraná?

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