Taniguchi lidera pesquisa e é 2º no País
Leandro Donatti
De Curitiba
O prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL), aparece em primeiro lugar, com 42% dos votos, numa pesquisa simulada feita pelo Instituto Datafolha, divulgada ontem pela Folha de S. Paulo, sobre a disputa eleitoral em Curitiba. O senador Roberto Requião (PMDB) está em segundo lugar com 29% dos votos. Seguido de Ângelo Vanhoni (PT), com 5%; Beto Richa (PTB), com 4%; e Flávio Arns (PSDB), com 2%. Eduardo Requião (PDT) e Gláucio Geara (PPS) ficaram empatados com 1% dos votos. Brancos, nulos e nenhum somam 13%. Não souberam responder ou não têm ainda candidato outros 3%.
Taniguchi é apontado ainda como o segundo mais popular num ranking de prefeitos de nove capitais, com 63% de aprovação e 8% de rejeição. Perde apenas para a prefeita de Florianópolis, Ângela Amin (PPB). O Datafolha ouviu 448 pessoas em Curitiba, dentre os dias 13 e 15 de dezembro. A margem de erro é de 5%. Numa segunda simulação, trocando o candidato do PT Ângelo Vanhoni por Florisvaldo Rosinha Fier a performance de Taniguchi fica em 40%. Requião sobe para 30%; Beto Richa para 5%; Rosinha para 2%; Arns para 2%; Eduardo para 2%; Geara para 1%. Brancos, nulos e em nenhum fecham em 15%. Não sabem em quem votar, 3%.
Na primeira simulação, Taniguchi detém a maioria dos votos válidos, o que definiria a disputa no primeiro turno. Já na segunda, não obtém a hegemonia, o que levaria a um segundo turno. Taniguchi tratou com cautela dos números. Demonstram que devemos trabalhar mais, declarou, via assessoria. Disse que outro ponto a ser levado em conta é que a maioria dos partidos ainda não definiu seus candidatos. Qualquer que seja o adversário, não será uma eleição fácil. Não existe eleição fácil. Quem achar isso já perdeu, discursou Taniguchi.
O prefeito aposta numa melhora de sua performance, hoje ameaçada pela oposição. Segundo ele, a escolha do vice a ser feita em meados de 2000 dá fôlego. Taniguchi não esconde que tem esperanças de atrair PSDB e PTB para um arranjo com o PFL, nos mesmos moldes do acordo branco, alinhavado entre o governador Jaime Lerner (PFL) e o senador Alvaro Dias (PSDB) para evitar o confronto das duas siglas pró-FHC, na eleição de 98.
O presidente do diretório municipal do PMDB, Maurício Requião, falou em nome do irmão Roberto, que está de férias em Paris. Segundo o dirigente, a pesquisa do Datafolha não é séria. Os números revelam um descompasso muito grande com outras sondagens já divulgadas e com pesquisas internas que temos, alegou. Segundo o irmão de Requião, a rejeição de Taniguchi é muito maior que os 8% detectados pelo Datafolha. O peemedebista questionou ainda a metodologia da pesquisa. A amostragem (448 entrevistas) é a mesma que deu o Requião 12% atrás do Lerner, na eleição passada. Todo mundo sabe que o resultado, depois, deu bem diferente, argumentou.
Ângelo Vanhoni disse que a hegemonia do grupo político de Lerner, do qual Taniguchi faz parte, está ruindo. O Cassio podia estar bem mais à frente. É uma chance imperdível da oposição virar o jogo. Uma oportunidade para discutirmos a fragilidade desse modelo de administração neoliberal que se instaurou, assinalou o pré-candidato do PT.





