A Prefeitura de Tamarana protocolou ontem uma notificação judicial contra o Município de Londrina. O objetivo é garantir que, caso concretizada a venda da Sercomtel Celular, Tamarana seja contemplada com uma porcentagem, referente à participação do município ex-distrito de Londrina e emancipado em 1995 na formação da estatal.

''Eu entrei com recurso para garantir o direito de recebermos o que Tamarana merece, porque da outra vez, quando venderam 45% de ações, até hoje Tamarana não recebeu nenhum centavo. Eu não quero que isso aconteça de novo'', justificou o prefeito de Tamarana, Paulo Nakaoka (PSDB).

Nakaoka disse que não sabe de quanto seria a participação de Tamarana na Celular, mas que a iniciativa do ''repasse'' deveria partir do prefeito de Londrina, Nedson Micheleti (PT). ''Já falei amigavelmente com ele há dois meses, mas ele fala que Tamarana também deve por causa da Cohab, que tem casas populares em Tamarana'', relatou. ''Que ele mande a dívida para nós, que eu quero ver quanto vale o patrimônio da Cohab em Londrina e quero a parte que cabe a Tamarana também'', provocou.

Para Nedson, a participação de Tamarana na Celular é ''uma questão que a justiça vai decidir''. ''A prefeitura não é proprietária só da Sercomtel e Tamarana também deveria reivindicar participar da dívida da Cohab'', rebateu. ''Se eles acham que são donos também da Sercomtel não seria justo que tivesse somente o bônus, e não o ônus'', complementou.

Nedson considerou a atitude do prefeito de Tamarana como uma ''ação política''. A notificação judicial da Prefeitura de Tamarana será distribuída a uma das dez varas cível de Londrina na segunda-feira. (C.O.)

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