Talvez o Requião acredite na própria candidatura
Nas eleições para o Governo do Paraná, o cientista político Elve Censi, de Londrina, faz uma observação: independente do candidato mais ou menos forte em disputa, os nichos políticos de onde eles saem permanecem os mesmos de décadas. A única novidade é o (prefeito de Curitiba) Beto Richa (PSDB), a família Richa. Mas tem a família Dias, a família Requião... cadê os outros nomes? O Estado tem uma ausência completa de novas lideranças, pondera.
Conforme o analista, nem mesmo o governador Roberto Requião (PMDB), ao não abraçar deliberadamente a pré-candidatura de seu vice e correligionário, Orlando Pessuti, teria contribuído para o preenchimento da lacuna por novos nomes.
A única novidade no Paraná é que quem ganhar não será herdeiro político de Requião, ao contrário do que o presidente Lula tenta fazer, por exemplo, com (a ministra) Dilma Roussef. Com o governador vale a máxima: O espaço é meu, e ponto final. Isso revela como a nossa política ainda é personalista e o quanto os partidos são frágeis a ponto de em Londrina, mesmo, cada um ter um deputado federal o representando, se confundindo, quase, com a respectiva sigla, opina.
Se considera uma espécie de balão de ensaio para o Senado a pré-candidatura de Requião à Presidência, Censi é taxativo: Talvez o Requião acredite que é de fato o nome do PMDB para concorrer. Mas certamente é um balão de ensaio ao Senado, além de sugerir uma divisão no partido e como existem muitos PMDBs, e certamente teremos o que ficará com Serra e o que defenderá Dilma, o governador apenas manteve essa fragmentação, finaliza. (J.G.)





