O deputado Talvane Albuquerque (sem partido-AL) entrou na noite de quinta-feira no STF (Supremo Tribunal Federal) com um mandado de segurança, com pedido de liminar, solicitando garantias para poder tomar posse como deputado no dia 1º de fevereiro. Na ação, o deputado afirma que está ameaçado de sofrer grave lesão por ato ilegal do presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), que ‘‘não quer dar posse e tomar o compromisso do deputado’’, apesar de ele estar diplomado como primeiro suplente (da deputada Ceci Cunha, assassinada em 16 de dezembro do ano passado).
A comissão de sindicância da Câmara que investigou a morte da deputada Ceci Cunha pediu anteontem a cassação do Talvane por falta de decoro parlamentar. A Mesa da Câmara deve enviar o pedido de cassação à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) em fevereiro, depois da posse do novo Congresso. Em sua ação, o deputado afirma que está sendo submetido a uma investigação por uma comissão de sindicância e que a restrição à sua posse assume conteúdo de pré-julgamento.

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