Agência Estado
De Maceió
O ex-deputado federal Talvane Albuquerque (PTN-AL), acusado de ser o mandante do assassinato da deputada federal Ceci Cunha (PSDB-AL) e de mais três parentes dela, foi liberado ontem do Presídio de Segurança Máxima Baldomero Cavalcante, em Maceió (AL) para cumprir a prisão preventiva em seu domicílio.
A prisão domiciliar, pedida pelos advogados do deputado cassado, foi acatada pelo juiz Daniel Accioly. A decisão foi tomada com base em parecer favorável do Ministério Público Estadual (MPE), por considerar que o presídio não oferece condições para prisão especial a que o réu tem direito, por ser médico.
Albuquerque foi liberado por volta do meio-dia, depois de ter sido interrogado por Accioly. Ele deixou o presídio sob forte esquema policial e seguiu direto para seu apartamento no Edifício Portal da Ponta Verde, na orla de Maceió. Ele não quis comentar o benefício. O deputado cassado, que está preso há 170 dias, será vigiado 24 horas por dia por uma escolta da PM.
Os advogados do pistoleiro Maurício Gomes Novaes, o ‘‘Chapéu de Couro’’, Maria Paixão e Carlos Alberto Alves pediram a Accioly o retorno do pistoleiro para Aracaju, onde ele deveria cumprir pena por ter sido condenado pela morte de um comerciante sergipano. ‘‘Já que o juiz concedeu prisão domiciliar para Talvane, deveria transferir o nosso cliente para o Presídio de Aracaju, onde ele estaria mais seguro’’, afirmou Paixão, acrescentando que ‘‘Chapéu’’ foi ameaçado e teme ser assassinado por assessores de Talvane.

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