O ministro da Justiça, Renan Calheiros, e o diretor-geral da Polícia Federal, Vicente Chelotti, afirmaram ontem em Maceió (AL) que não há mais dúvidas da participação do deputado Talvane Albuquerque (PTN-AL) na chacina na qual morreu a deputada Ceci Cunha (PSDB-AL), em 16 de dezembro passado. ‘‘Vamos dar uma punição exemplar no caso Ceci. Pela primeira vez na história do País um suplente (Albuquerque) assassina uma deputada (Ceci Cunha) para assumir uma vaga na Câmara’’, afirmou Calheiros. ‘‘O ministro já sabe que não há mais dúvidas para a Polícia Federal de que foi Talvane que mandou assassinar Ceci’’, afirmou Chelotti.
O diretor-geral afirmou que a certeza da PF foi reafirmada com as prisões esta semana de outros dois homens que já trabalharam com Albuquerque, em Arapiraca (AL). Na última quarta-feira, a PF prendeu, em Imperatriz (MA), os irmãos José e Joel Alexandre Santos, que confirmaram ter vendido duas pistolas 9mm, mesmo calibre das balas encontradas no corpo de três dos quatro mortos na chacina, para os assessores do deputado. Além disso, José teria recebido um depósito em dinheiro feito em uma agência bancária de Imperatriz. Ele teria sido visto antes do crime, em Arapiraca, com o Tipo verde utilizado pelos quatro pistoleiros que praticaram a chacina. O carro, segundo a PF, teria sido roubado de um policial civil baiano e comprado por Albuquerque. José Santos sumiu de Alagoas no dia do crime, segundo a PF.

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