O deputado federal Talvane Albuquerque (PTN-AL) disse que não vai se defender no plenário da Câmara quando for votado o pedido de cassação de seu mandato, o que deve acontecer na próxima semana. Talvane responde processo por falta de decoro parlamentar, sob a acusação de ter encomendado a morte do também deputado Augusto Farias (PPB-AL) ao pistoleiro Maurício Novaes, o ‘‘Chapéu de Couro’’.
‘‘Se a Justiça não intervier, nem venho ao plenário. Vou deixar o processo correr à revelia. Nem meu advogado vou mandar. Não voltarei mais à Câmara’’, disse o deputado do PTN, que afirmou estar certo de que o plenário aprovará o pedido de cassação.
Talvane não havia sido reeleito em 98, mas, como primeiro suplente, voltou à Câmara na vaga de Ceci Cunha (PSDB-AL), assassinada em dezembro. Ele é suspeito de ter sido o mandante do crime. O pedido de cassação do mandato do deputado foi aprovado pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e deverá ser votado pelo plenário na próxima quarta-feira.
É necessário o apoio de 257 dos 513 deputados para aprovar a cassação do mandato. Se Talvane tiver seu mandato cassado, ele ficará inelegível por oito anos. Na semana passada, o deputado recorreu ao STF (Supremo Tribunal Federal) para tentar suspender o processo de cassação, alegando que o envolvimento com ‘‘Chapéu de Couro’’ ocorreu no mandato passado. Dessa forma, a Câmara não poderia cassar o atual mandato.

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