Uma reunião do diretório municipal do PPB em Assaí (36 km a leste de Londrina), ocorrida ontem de manhã, definiu a chapa que irá disputar as eleições majoritárias em outubro. O atual vice-prefeito, Takao Aoki, será candidato a prefeito e terá como vice o delegado Maurílio Avelar, também do PPB. A reunião teve a participação do presidente estadual da sigla, deputado federal José Janene.
A disputa em Assaí ficou tumultuada depois que o atual prefeito, José Carlos da Cruz (PPB), renunciou à reeleição. O prefeito alegou ‘‘perseguição’’ para justificar a renúncia, já que sua candidatura estaria sofrendo uma séria de ações de impugnação na Justiça. A saída do atual prefeito deixou Assaí, até ontem, com um único candidato – Mário Sato (PSDB), da oposição.
‘‘Mas o nosso grupo político (que inclui PPB, PRP e PSC) não poderia ficar sem candidato’’, destacou Takao, que era candidato a vice na chapa com José Carlos. Ele disse estar otimista com o resultado do pleito, já que o adversário é o mesmo que foi derrotado nas últimas eleições. ‘‘A expectativa é a melhor possível e acredito que vamos conquistar a vitória’’, afirmou, otimista.
O candidato disse ainda acreditar que a campanha em Assaí será de ‘‘alto nível’’ porque é amigo pessoal do adversário, Mário Sato. ‘‘Será uma campanha limpa, de propostas, sem ofensas pessoais. Estou muito otimista’’, assegurou o candidato.
Questionado se as acusações de irregularidades contra o atual prefeito não poderão influir na escolha dos eleitores, Takao respondeu que não haverá prejuízo. O prefeito José Carlos está sendo investigado por aplicação indevida dos recursos do Fundef; aquisição de medicamentos sem licitação; processo- crime por compra de votos, referente à eleição de 92; e ação civil pública por utilização de advogado do município para fins pessois.
Além disso, tramita no Ministério Público Federal (MPF) uma ação por falsa declaração patrimonial. ‘‘Isso (supostas irregularidades) quem tem que responder é o José Carlos, não eu, que sou vice. Além disso, até agora é tudo insinuação, não existe condenação’’, completou.

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