O juiz Delcio Miranda da Rocha, da 2ª Vara Criminal de Londrina, revogou o monitoramento eletrônico do vereador Mário Takahashi (PV) na tarde desta sexta-feira (25). A decisão ocorreu no dia seguinte à deflagração da Operação ZR3 completar um ano, quando Takahashi e o também vereador Rony Alves (PTB) foram afastados dos cargos na Câmara Municipal de Londrina. Alves retirou a tornozeleira quando foi preso provisoriamente no final do ano passado acusado de ameaçar a testemunha-chave da ZR3, Júnior Zampar. O Ministério Público requereu à Justiça que ele volte aser monitorado.

Na decisão desta sexta-feira, que atende a um pedido de habeas corpus da defesa de Mario Takahashi, o magistrado manteve algumas medidas cautelares impostas com o monitoramento, como obedecer à distância de no mínimo 200 metros de Júnior Zampar.

"Levadas em consideração essas premissas, e observando que o feito principal aguarda a oitiva apenas de testemunhas de defesa e do interrogatório dos réus, não havendo sinal de que o fiscalizado se furtará de comparecer aos atos processuais, quando demandado, ou de que influirá negativamente na condução da instrução, não há a necessidade de tutelar, com o uso da tornozeleira eletrônica, a ordem pública e a instrução processual, acolhendo-se, neste momento, a necessidade de revisão periódica e fundamentada da imposição da medida cautelar", afirma Miranda.

Questionado se o afastamento judicial do cargo de vereador, renovado na semana passada por mais 45 dias, também será revisto, o advogado de Takahashi, Anderson Mariano, afirmou que esta decisão por parte do juiz ainda está sendo analisada, assim como a restrição a frequentar prédios públicos como a Câmara e a Prefeitura.

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