Takahashi poderá retirar a tornozeleira eletrônica após decisão judicial
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sexta-feira, 25 de janeiro de 2019
Vitor Struck <br> Reportagem local 

O juiz Délcio Miranda da Rocha, da 2ª Vara Criminal de Londrina, revogou o monitoramento eletrônico do vereador Mário Takahashi (PV) na tarde desta sexta-feira (25). A revogação ocorre no dia seguinte a deflagração da Operação ZR3 completar um ano, quando ele e o vereador Rony Alves (PTB) foram afastados dos cargos na Câmara Municipal de Londrina.
De acordo com a defesa, Takahashi poderá se dirigir ao Creslon (Centro de Reintegração Social de Londrina) a qualquer momento para a retirada do dispositivo eletrônico.
Na decisão, que atende a um pedido de Habeas Corpus da defesa de Takahashi, o magistrado manteve algumas medidas cautelares impostas com o monitoramento, como manter distância de no mínimo 200 metros do agricultor Júnior Zampar, principal testemunha do Ministério Público.
"Levadas em consideração essas premissas, e observando que o feito principal aguarda a oitiva apenas de testemunhas de defesa e do interrogatório dos réus, não havendo sinal de que o fiscalizado se furtará de comparecer aos atos processuais, quando demandado, ou de que influirá negativamente na condução da instrução, não há a necessidade de tutelar, com o uso da tornozeleira eletrônica, a ordem pública e a instrução processual, acolhendo-se, neste momento, a necessidade de revisão periódica e fundamentada da imposição da medida cautelar, nos termos da Resolução nº 526/2014 da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos e a Instrução Normativa n. 09/2015-CGJ/TJPR", afirma Miranda.
Questionado se o afastamento judicial do cargo, renovado na semana passada por mais 45 dias, também será revisto, o advogado Anderson Mariano afirma que esta decisão por parte do juiz ainda está sendo analisada, assim como a restrição a frequentar prédios públicos como a Câmara e a Prefeitura.


