Imagem ilustrativa da imagem Takahashi depõe à CP na expectativa de trancar processo de cassação
| Foto: Vítor StruckFolha de Londrina



Às vésperas do interrogatório na Comissão Processante, marcada há duas semanas para as 9h desta quinta-feira (13), o vereador afastado Mario Takahashi (PV) tenta na Justiça trancar o processo que pode cassar por quebra de decoro parlamentar o seu mandato e o de Rony Alves (PTB), também afastado por suspeita de participação no esquema descrito na Operação ZR-3.

A defesa do verde entrou com nova ação na terça-feira (11), no qual argumenta que o prazo decadencial para os ritos já teria transcorrido, mas o juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública de Londrina, Márcio José Vieira, indeferiu o pedido de liminar. Iniciada em 24 de abril, deveria ter sido encerrada até 90 dias depois, mas os prazos foram suspensos sucessivas vezes devido a determinações judiciais.

Takahashi chegou à CML (Câmara Municipal de Londrina) por volta das 8h40 para cumprir o rito mais controverso de todo o processo: seu depoimento foi marcado e suspenso sucessivas vezes por problemas nas notificações de sua testemunha (o candidato ao governo João Arruda, do MDB); dele próprio e de Rony Alves.

Na chegada, explicou aos jornalistas o motivo da nova medida judicial de sua defesa. "No nosso entendimento, o prazo decadencial já se expirou e toda vez que entendermos que algum ato da CP feriu alguma norma legal, nós entraremos com alguma medida legal para garantir o decorrer do processo dentro das normas legais", justificou. Segundo ele, o respeito aos ritos processuais é essencial para garantir que não haja, no futuro, a suspensão por alguma nulidade. "Eu tenho certeza da minha absolvição, porque não cometi nenhum crime, nenhuma quebra de decoro", disse o parlamentar.

(Com informações do repórter Vítor Struck)

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