Brasília - Pivô do escândalo político que tomou conta do debate nacional em 2009, o ex-diretor do Senado Agaciel Maia, responsável pela edição de 663 atos secretos usados para beneficiar aliados de senadores, não será demitido: ficará 90 dias afastado do trabalho, sem receber salário. Passado este prazo, voltará à rotina normal, de analista legislativo do Instituto Legislativo Brasileiro (ILB), com salário de R$ 9.580,50 e mais R$ 1.651,21 de gratificação. A decisão de preservar Agaciel foi tomada pelo senador Heráclito Fortes (DEM-PI), primeiro-secretário do Senado.
Os atos editados a mando de Agaciel eram usados para contratar aliados políticos de senadores, criar cargos e aumentar rendimentos de servidores - do dele, inclusive. O caso foi revelado no ano passado pelo Estado e está sob investigação da Procuradoria-Geral da República no Distrito Federal.
Agaciel é do grupo do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP). Por ele foi nomeado diretor do Senado em 1995, cargo que ocupou por 14 anos. Acabou ganhando a alcunha de 82º senador. Em março do ano passado, foi exonerado do cargo de chefia sob acusação de ter ocultado da Justiça uma mansão avaliada em R$ 4 milhões, no Lago Sul.

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