Curitiba - A Justiça determinou ontem à tarde a interrupção da sessão da Câmara de Guaratuba (Litoral) que votaria um pedido de cassação do mandato do prefeito Miguel Jamur (PTdoB). Os vereadores pediam a cassação com base em um relatório sobre supostos desvios de recursos do Instituto de Previdência de Guaratuba (IPG).
O mesmo assunto também é alvo de uma ação popular que tramita na Justiça e cujo pedido de liminar de afastamento do prefeito poderá ser analisado em breve. Segundo o promotor Rui Riquelme de Macedo, Jamur é suspeito de desviar cerca de R$ 4 milhões do IPG nos últimos quatro anos.
Para o advogado Emídio Bueno Marques, que representa Jamur, a Câmara não seria competente para analisar o caso. ''Houve cerceamento no direito de defesa do prefeito'', afirmou. Marques também defende que as provas apresentadas pelos vereadores são ''frágeis''.
O prefeito, que reassumiu a prefeitura depois de ficar oito dias afastado por determinação judicial, diz ser vítima de uma campanha de difamação. ''Estou sofrendo uma perseguição política porque me recusei a deixar o promotor interferir na minha administração'', declarou ele.
Jamur foi afastado da prefeitura depois que a Justiça acatou um pedido de liminar do MP em um processo de improbidade administrativa por causa de problemas na gestão do serviço de saúde pública do município. ''Querem denegrir minha imagem junto à opinião pública, mas ainda assim continuamos uma liderança forte na cidade'', afirmou.
O promotor informou que a questão que está sendo tratada na Justiça é a má administração do município. ''O promotor não tem partido político. Nossa função é cobrar do prefeito honestidade e coerência na gestão pública'', disse.

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