Brasília - A Justiça Eleitoral suspendeu ontem a diplomação do deputado eleito pelo PT-MG Juvenil Alves Ferreira Filho, marcada para o próximo dia 18. Alves é suspeito de ter utilizado caixa dois na sua campanha. Ele está preso na Polícia Federal, acusado de blindagem patrimonial de empresas devedoras de tributos. Se fosse diplomado, Alves passaria a ter foro privilegiado. Na sua decisão, o juiz-auxiliar Rogério Medeiros Lima, do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) pelo Ministério Público Eleitoral, verificou a ''aparente prática dos ilícitos eleitorais minuciosamente descritos'' pelo MPE.
A documentação que gerou a representação foi apreendida pela PF nos escritórios de Alves durante operação que investiga o esquema de blindagem do patrimônio de empresas. Entre os documentos foram encontradas supostas contabilidades da campanha eleitoral que não foram apresentadas na prestação de contas do deputado eleito à Justiça. Entre as supostas irregularidades estão captação de doações sem emissão de recibo eleitoral e sem passar pela conta bancária exclusiva de campanha e ainda doações ''acobertadas com recibos de serviços que jamais foram prestados''. As suspeitas são que Alves teria gastado na campanha valores muito superiores ao estipulado pelo PT, R$ 1,5 milhão. Ele declarou ter gasto R$ 415 mil.

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