A assessoria de imprensa da Prefeitura de Maringá divulgou nota na qual informa que "a empresa objeto da ação foi contratada mediante processo de licitação", para "atender a alta demanda de obras nos anos 2010, 2011, 2013 e 2014". Também diz que a administração optou por não ampliar o quadro de funcionários naqueles anos porque se tratava de uma demanda temporária, em que Maringá estava recebendo muitos recursos federais e executando obras importantes. Quanto ao processo, o município apresentará defesa de mérito quando do momento processual cabível.
Barros, também por meio de nota, disse que não foi intimado da decisão do TJ, que tem "convicção de que tudo será devidamente esclarecido quando eu tiver a oportunidade de me manifestar (no processo)" e atribuiu a acusação ao "desconhecimento do assunto e do contexto" por parte do Ministério Público. Nas notas, o prefeito e o ex-prefeito silenciaram sobre o fato da empresa suspeita ser doadora de campanha em 2012.
O então procurador, Luiz Manzato, disse que seus pareceres, abalizando as contratações, se basearam em entendimento já adotado por outros órgãos públicos. "No governo federal, o Tribunal de Contas da União autoriza a terceirização da fiscalização de obras. É assim no Tribunal de Justiça do Paraná. Não inovei, não criei nada. Apenas recomendei o que já é adotado", disse o advogado, que hoje é assessor de gabinete de Pupin.
Os ex-secretários de Obras não foram localizados. À empresa Sistema Pri, a reportagem deixou recado, mas não houve retorno à solicitação de entrevista até o fechamento da edição. (L.C.)

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