São Paulo - Flávia Jurno, advogada do procurador da Fazenda Nacional Sérgio Gomes Ayala, disse ontem desconhecer a acusação contra seu cliente, mas afirmou que ''não tem qualquer tipo de irregularidade contra ele''. Segundo ela, Ayala não poderia falar com a reportagem para comentar o assunto porque estava de férias. A advogada disse ainda que seu cliente irá ''colaborar com o pessoal que fez a diligência (na sua residência).''
Indagada sobre qual seria a acusação contra Ayala, Flávia afirmou que não poderia dar essa informação pelo fato de os policiais não terem dito ''nada.'' ''Não sei do que se trata essa investigação. Só sei que eles levantaram colchões, abriram armários e um policial que me falou que era da operação Têmis. É um processo do STJ (Superior Tribunal de Justiça) de Brasília'', disse Flávia, que também informou que a PF levou dois computadores dos quartos das ''crianças''.
A juíza federal Maria Cristina Cukierkorn informou, por meio de sua assessoria, que não tinha a menor idéia do que se tratavam as acusações e que estava ''estarrecida'' com a ação da PF em seu gabinete. A reportagem ligou no período da tarde para o apartamento do juiz federal Manoel Álvares, titular da 4 Vara de Execuções Fiscais. Uma pessoa informou que ele não poderia atender e retornaria em seguida, o que não ocorreu até o começo da noite.
Uma funcionária do escritório do advogado Luiz Roberto Pardo informou à reportagem que ele não estava no local, mas que pediria a ele para retornar à reportagem, o que também não ocorreu. A reportagem deixou recado no gabinete do desembargador Nery da Costa Júnior, mas foi informada de que ele não foi ao tribunal ontem. O desembargador Roberto Haddad também não foi localizado.

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